segunda-feira, 8 de março de 2010

Conto in ... Conferência

Foi num dia de trabalho tão normal como outro qualquer. Estava sentada à espera que a conferência de imprensa terminasse, quando sinto minha pele arrepiar-se, como que penetrada por uns olhos indagadores, olhos escuros, pertencentes a um rosto moreno já meu conhecido, pertencente ao meu passado. Sinto minha cara corar ao lembrar aqueles dias e aquelas noites, passadas entre os braços dele. Sem uma palavra, sua mão roça o meu queixo, faz-me levantar o rosto, olhar nos seus olhos, respondendo à sua pergunta muda. Mas não é só meu olhar que ele pede com o seu olhar, minha pele também, e eu anseio pelo seu toque. Olho para baixo, fugindo. Olho para as mãos, aquelas mãos de dedos longos, fortes, de unhas cortadas bem curtinhas. Quantas vezes aqueles dedos me fizeram vibrar, quantas vezes o seu toque me deixou louca.


Sem uma palavra sequer, sinto a sua mão na minha, seus dedos entrelaçados nos meus, olho-o e deparo-me com um pedido, aquele pedido tão conhecido, aquele que ele sabe que não posso negar. “Vem”- é a primeira palavra que sai da sua boca, “ja terminou.”.

Sem mais, levanto-me e sigo-o até ao carro, o mesmo onde passámos momentos únicos. Rio-me, e lembro-me de como fui louca outrora. Ele ri-se também, como que percebendo os meus pensamentos. Sempre fui transparente com ele, ele sempre soube o que eu pensava, sentia ou queria.

Sem palavras desnecessárias, fizemos o mesmo percurso outrora feito inúmeras vezes em conjunto até à casa dele. Ao entrarmos na garagem do prédio, que tantas recordações me trazem, ele toca no meu joelho sem querer, e logo minha pele começa a arder. Como sempre o seu toque faz milagres. Mas a sua pele também sente o efeito da minha, seus dedos não conseguem deixar de me tocar, começa por me tocar ao de leve no joelho, em seguida arreda minha saia um pouco mais para cima e explora minha pele, primeiro o joelho, depois a coxa, quente, macia, fazendo-me entreabrir mais as pernas. Com calma avança sempre mais para cima, com a ponta dos dedos toca-me, fazendo toda a minha pele arrepiar-se, fazendo-me suspirar, ansiar por mais. Seus dedos não páram, finalmente chegam ao fim das minhas meias, e com um so movimento desapertam a liga que prende a minha meia preta. Abro os olhos e deparo-me com os seus, olhando-me directamente, com um aviso claro, aquilo a que não posso fugir. Suas mãos fazem o caminho inverso ainda com mais calma, explorando-me. Perto do joelho a sua mão passa a sua atenção para a outra perna. De novo me arrepio, sinto a ponta dos seus dedos em mim, ao de leve, arrepiando, fazendo a minha pele reagir, fazendo-me agarrar o braço dele com força, gemendo para dentro. Ao chegar à liga, sinto os seus dedos experimentados a desapertá-la.

Ainda com a mão na minha perna, ele centra os seus carinhos no meu pescoço. Seu nariz percorre minha pele suave até à minha orelha. Depois são os seus lábios que percorrem o mesmo caminho, explorando-me até atingirem o decote bastante generoso que deixa antever meu peito. Suas mãos continuam a acariciar a minha perna, e seus lábios depositam um beijo suave no rego do meu peito. Suspiro, inclinando a minha cabeça para trás fazendo realçar meu peito. Sua mão deixa minha perna e concentra-se em tocar por cima da camisola, os meus mamilos já um pouco erectos. Seus lábios procuram minha face, meu nariz, meu queixo onde depositam mil e um beijos rápidos. Depois são os cantos da minha boca que são beijados, ao de leve, como se de borboletas se tratasse. Sem parar, ele coloca a minha mão num enchumaço muito meu conhecido. Coro como se de uma colegial eu me tratasse e retiro a mão apressada colocando-a na sua perna.

Enquanto os seus lábios percorrem minha pele, dedico-me primeiro a acariciar a sua perna e depois subindo devagar até explorar aqueles abdominais tão meus conhecidos, seu peito forte, e não resisto a enfiar a minha mão gelada dentro da sua camisola fazendo-o arrepiar de puro prazer. Empurro-o devagar para que se encoste no banco e dedico-me com um sorriso nos lábios a explorar a sua pele primeiro com as mãos. Passo com a ponta dos meus dedos pela sua pele quente fazendo-o suspirar de olhos fechados como que pedindo mais. Depois, com a palma da minha mão passo lentamente pelos seus pêlos do peito, macios e ásperos ao mesmo tempo. Seguidamente afasto a sua camisola e meus lábios passam à acção. Começo por beijar a linha das calças com os meus lábios suaves, subindo devagar até atingir os seus mamilos já duros, aos quais não resisto de passar com a ponta da língua, para depois chupar até sentir o seu corpo a vibrar e o ouvir gemer. Concentro toda a minha atenção primeiro num mamilo e depois no outro acabando por os sorver avidamente.

Depois centro a minha atenção um pouco mais para baixo. Com a ponta da minha língua, húmida, desço até que as suas calças entravem o meu percurso. Aí dedico total atenção ao alto bastante pronunciado que surge na minha frente. Com a ponta dos meus dedos afago docemente o centro do seu prazer levando-o a suspirar mais profundamente. Sorrio.

Ele olha para mim como que a pedir algo que já sei. Eu olho-o profundamente como que a resistir a algo que ele sabe que eu não consigo. Suspiro, como que a dizer que a resistência teve fim e antes de deixar de olhar para ele vejo-o a fechar os olhos, a encostar-se mais descontraído no banco antes de ouvir, mais do que sentir, eu a abrir-lhe o fecho das calças. No fim de tão árdua tarefa, toco-o, afago-o quase com referência antes de lhe baixar os boxers, só um pouco até o conseguir abranger com a mão.

Com a ponta da minha língua começo por dar pequenas lambidelas, suaves, até ele gemer como que pedindo mais. Depois chupo-o lentamente, enfiando-o todo na minha boca. Com movimentos suaves sorvo-o, lambo-o, dando-lhe pequenos beijos e enquanto o massajo dedico a minha atenção para outro ponto. Com a mão que ainda tinha livre toco nos seus testículos fazendo-o gemer. Passados uns longos segundos minha boca substitui as mãos, lambendo de alto a baixo, sorvendo aquelas pequenas bolas até as sentir duras. De baixo a cima passo com a minha língua, saboreando aquele sabor único, adocicado, o sabor da sua pele. Quando sinto a respiração dele ficar mais forte e mais acelerada, coloco o seu membro duríssimo dentro da minha boca quente e com pequenos movimentos faço-o vir-se dentro de mim, bebendo toda a sua seiva quente ao mesmo tempo que continuo a chupar, só parando alguns minutos depois... muito depois.

Ao levantar a cabeça vejo o seu olhar de inteira satisfação, e também eu me sinto satisfeita, completa, feliz, como se finalmente tivesse chegado a casa depois de uma grande ausência. Acaricio a sua face e sem uma palavra ele pega-me na mão e leva-a até aos seus lábios secos, beijando-me longamente.

Segundos, minutos depois ele veste-se enquanto me olha com aquele olhar já meu conhecido que dizia: “Ainda agora começou”, fazendo-me arrepiar de pura expectativa. Enquanto me ajeitava, ele saiu do carro, dá a volta e abriu-me a porta. Pegou-me na mão e levou-me em direcção ao elevador.

Quando este chegou, encostou-me à parede do elevador enquanto se dedicava a beijar-me e a mordiscar-me o pescoço fazendo-me gemer. Ao mesmo tempo em que levantava a minha saia e se entretia a explorar as minhas pernas, subindo até à minha pele que as meias deixavam a descoberto. Suavemente faz-me abrir as pernas mais um pouco e coloca uma perna entre elas. A sua mão explora por cima das minhas cuecas. Decididamente afasta o pequeno tecido acetinado que esconde o centro do meu prazer e coloca bem no seu centro a ponta do seu dedo fazendo-me gemer longamente.

De repente ouviu-se o ruído do elevador a chegar ao seu destino. Ajeitei-me o melhor que pude e de mão dada com ele dirigi-me até ao seu apartamento. Mal entrei e antes mesmo de ouvir a porta a fechar senti as suas mão rodeando-me pela cintura, subindo até segurar suave mas firmemente o meu peito ao mesmo tempo que beijava o meu pescoço. Encostada ao seu peito, de braços caídos ao longo do corpo, pendi a minha cabeça para a frente e deixei a sua boca e os seus lábios a explorar a pele do meu pescoço até me virar de frente para ele. Com movimentos seguros começou a despir-me, peça por peça foi deixada ao acaso no chão enquanto eu lhe fazia o mesmo. Devagarinho fomo-nos dirigindo para o seu quarto onde nos esperava a sua cama de ferro enorme onde passámos tantas noites de intenso prazer, e enquanto percorríamos o espaço que nos separava do destino fatal, batíamos neste ou naquele móvel rindo-nos como duas crianças.

A cama continuava igual, e quando me vi de frente para ela já só tinha o sutiã, o cinto de ligas, as respectivas meias e as minúsculas cuecas pretas. Ele estava à minha frente, de meias e boxers, olhando-me com um puto pequeno que recebeu exactamente a prenda que queria no Natal. Frente aqueles olhos castanhos tão sedutores, senti-me mais pequena que o meu já tão reduzido metro e meio e olhei para o metro e quase noventa dele como a pedir desculpa por algo que tinha acabado de fazer.

Ele sorriu-me e olhou-me de cima a baixo antes de se ajoelhar à minha frente e devagar desapertar as minhas meias do cinto de ligas, atirando ambas as coisas para trás de si. Na mesma posição, colocou as suas mãos na minha anca e beijou-me as coxas, a barriga, o estômago, as nádegas antes de se levantar e me retirar o soutien.

Quando ele se dirigia para as minhas reduzidas cuecas, a única coisa que me impedia de estar completamente nua na sua frente, fi-lo parar. Virei-me para ele e comecei a desapertar-lhe as calças, baixando-me para as retirar pelos pés. Depois retirei-lhe uma meia, depois a outra e antes de lhe retirar a última peça de roupa passei os meus lábios pela sua pele, primeiro ao longo das suas pernas, parei um pouco nos joelhos até o sentir tremer, subi mais um pouco até às suas coxas, passei a minha língua molhada pelos seus boxers, mordi-lhe muito suavemente naquele inchaço tipo pedra que agora era a coisa mais predominante mesmo à minha frente. Ao ouvi-lo gemer decidi parar de o atormentar até porque todo o meu corpo pedia o toque da sua pele e tirei-lhe os boxers.

Ainda não me tinha levantado na totalidade e já me sentia agarrada e literalmente atirada para cima da cama onde ele se deitou ao meu lado e me beijou sofregamente enquanto as suas mãos percorriam as minhas pernas, coxas até chegar às minhas cuecas desviando-as para poder passar mais calmamente com os dedos no centro do meu prazer, agora já quase completamente molhado. Ao mesmo tempo que introduzia a sua língua dentro da minha boca, os seus dedos faziam o mesmo percurso dentro de mim, fazendo-me gemer profundamente.

De olhos fechados dediquei-me a sentir as suas mãos e os seus lábios no meu corpo, passando pelo meu peito, estômago, barriga, coxas. Senti-o a desviar as minhas cuecas para sentir depois a sua boca, mais propriamente a sua língua no meu centro, passando suavemente, fazendo-me gemer longamente de puro prazer. Depois sinto as suas mãos a afastar os meus lábios vaginais enquanto que a sua língua entra dentro de mim primeiro o mais devagar possível, mas cada vez com mais cadência até eu me ouvir a gemer alto, quase como se tratasse de um gemido de pura agonia.

Aquela invasão quente da sua língua continua cada vez mais intensamente até eu já não conseguir sequer pensar e somente sentir, sentir a sua língua cada vez mais dentro de mim, movendo-se sem parar. Depois de alguns minutos que mais pareceram horas não resisto mais e venho-me intensamente na sua boca, gritando intensamente ao mesmo tempo que mordia a minha mão e ele sorvia todo o meu líquido quente.

Depois da sua boca é a sua mão que passa à acção, não me deixando sequer descansar, começa a estimular-me novamente enquanto que os seus lábios beijam sofregamente os meus mamilos túrgidos. Sinto os seus dedos a entrarem cada vez mais dentro de mim. De súbito ele levanta-me e vira-me de costas, puxando-me ao seu encontro, de modo a ficar com o rabo virado para si. Encosta-me ao seu peito e entrando e saindo primeiro o mais devagar possível, uma das suas mãos entra de novo dentro de mim cada vez mais profundamente. A sua boca saboreia o meu pescoço dando-me suaves mordidelas e a sua outra mão puxa pelo meu mamilo duro fazendo-me gritar.

Por trás sinto-o a posicionar-se e sinto-o entrar dentro de mim, uma, duas, três vezes, uma outra e mais uma, o mais lentamente que o seu desejo lhe permite. Puxa-me os cabelos e sinto a sua língua entrar de rompante dentro da minha boca fazendo-me gemer.

Quando me vê completamente subjugada a si baixa-me a cabeça, levanta-me o rabo de modo a ficar bem na frente do seu pénis agora duríssimo e molhado pelo meu desejo e devagar, muito devagar faz entrar a pontinha do seu pénis dentro do meu ânus fazendo-me gritar. Sempre muito lentamente fá-lo entrar sempre mais um bocadinho até estar todo lá dentro. Depois com uma cadência cada vez mais rápida sinto-o entrar e sair de dentro de mim enquanto as suas mão seguram firmente as minhas ancas. Ouço-o gemer enquanto que eu grito de intenso prazer ao mesmo tempo que as minhas mãos se agarram fortemente à colcha e aos lençóis que se encontram por debaixo de mim. Sinto as suas unhas cravarem-se na minha pele ao mesmo tempo que o sinto entrar e sair cada vez mais depressa de dentro de mim.

De repente sinto também os seus dedos longos e compridos dentro de mim, entrando e saindo na mesma cadência que o seu membro duro entra e saí de dentro de mim. A sua respiração é cada vez mais intensa, sinto-o gemer longamente. E quando sinto que não vou aguentar nem mais um minuto sinto o seu líquido dentro de mim, quente, fazendo-me vir também mas nas suas mãos.

Exaustos, suados, quentes e molhados deitamo-nos na cama. Sinto os seus braços ao meu redor enquanto que me sinto puxada de encontro ao seu peito. A pouco e pouco recobramos a respiração.

Insaciável, quero mais. As minhas mãos não conseguem estar paradas e brincam com os seus pêlos. A minha boca dá pequenos beijos ao longo do seu peito. Sinto-o gemer. A minha mão afaga o seu pénis suavemente. Levanto-me, coloco uma perna de cada lado do seu peito e dedico-me a explorar aquele peito do qual nunca me canso, primeiro com as mão, depois é a vez dos meus lábios e depois a minha língua húmida entretém-se a brincar com a sua pele, descendo, descendo até ao seu membro que a pouco e pouco recupera a dureza.

Ele ri-se e faz-me deitar de costas. Sem mais nem menos penetra-me fazendo-me gemer rindo-se mais intensamente como que mostrando que não sou só eu que detenho o poder. Ele também me pode fazer perder as estribeiras. Para o provar entretém-se a provocar-me até eu suplicar que pare ou que não pare nunca. Coloca-me uma perna por cima do seu ombro intensificando o ritmo da penetração, ao mesmo tempo que me coloca dois dedos dentro da boca que eu não demoro em morder suavemente, passando com a ponta da língua, chupando avidamente. Instantes depois, coloca a minha outra perna por cima do seu ombro e levanta as minhas coxas até si entrando e saindo de dentro de mim, com um ritmo cada vez mais intenso.

Olho para ele, de olhos fechados, vendo o seu prazer espelhado no rosto e sorrio. De repente ele abre os olhos e faz-me corar. Ele ri-se como que prometendo vingança. Retira as minhas pernas de cima do ombro dele, coloca-se em cima de mim com um braço de cada lado do meu corpo e aprofunda a penetração fazendo-me gemer ainda mais alto. Ele sorri contente.

Sinto o seu membro dentro de mim cada vez mais duro e quente. Sinto-o como se fossemos somente um. Fecho os olhos e concentro-me no ritmo cadenciado existente entre nós que a pouco e pouco se vai intensificando cada vez mais. Ouço-o gemer ao mesmo tempo que eu gemo. Abro os olhos e vejo-o a olhar para mim. Devagar entra e saí de dentro de mim olhando-me sempre profundamente enquanto que eu lhe rodeio as costas com as minhas pernas. Continua este movimento durante alguns segundos e não conseguindo aguentar mais intensifica a penetração com movimentos cada vez mais rápidos.

Sinto-me cada vez mais molhada e a ele cada vez mais duro. Durante uns momentos, que ao mesmo tempo me parecem breves como que longos, esta situação mantém-se até que eu grito: “Não pares, não pares”. Momentos depois atinjo o auge e ele não aguentando mais vem-se dentro de mim ao mesmo tempo que eu.

O seu corpo completamente suado cai por cima de mim, abraçando-me com força antes de cair do meu lado todo suado e exausto, repousando a sua cabeça no meu ombro beijando-o suavemente. Afago os seus cabelos negros e suspiro, ronronando como uma gatinha completamente satisfeita. A última coisa de que me lembro antes de adormecer entre os seus braços é de me sentir cansada, mas feliz, pois finalmente tinha regressado a casa.