segunda-feira, 8 de março de 2010

Conto in ... Conferência

Foi num dia de trabalho tão normal como outro qualquer. Estava sentada à espera que a conferência de imprensa terminasse, quando sinto minha pele arrepiar-se, como que penetrada por uns olhos indagadores, olhos escuros, pertencentes a um rosto moreno já meu conhecido, pertencente ao meu passado. Sinto minha cara corar ao lembrar aqueles dias e aquelas noites, passadas entre os braços dele. Sem uma palavra, sua mão roça o meu queixo, faz-me levantar o rosto, olhar nos seus olhos, respondendo à sua pergunta muda. Mas não é só meu olhar que ele pede com o seu olhar, minha pele também, e eu anseio pelo seu toque. Olho para baixo, fugindo. Olho para as mãos, aquelas mãos de dedos longos, fortes, de unhas cortadas bem curtinhas. Quantas vezes aqueles dedos me fizeram vibrar, quantas vezes o seu toque me deixou louca.


Sem uma palavra sequer, sinto a sua mão na minha, seus dedos entrelaçados nos meus, olho-o e deparo-me com um pedido, aquele pedido tão conhecido, aquele que ele sabe que não posso negar. “Vem”- é a primeira palavra que sai da sua boca, “ja terminou.”.

Sem mais, levanto-me e sigo-o até ao carro, o mesmo onde passámos momentos únicos. Rio-me, e lembro-me de como fui louca outrora. Ele ri-se também, como que percebendo os meus pensamentos. Sempre fui transparente com ele, ele sempre soube o que eu pensava, sentia ou queria.

Sem palavras desnecessárias, fizemos o mesmo percurso outrora feito inúmeras vezes em conjunto até à casa dele. Ao entrarmos na garagem do prédio, que tantas recordações me trazem, ele toca no meu joelho sem querer, e logo minha pele começa a arder. Como sempre o seu toque faz milagres. Mas a sua pele também sente o efeito da minha, seus dedos não conseguem deixar de me tocar, começa por me tocar ao de leve no joelho, em seguida arreda minha saia um pouco mais para cima e explora minha pele, primeiro o joelho, depois a coxa, quente, macia, fazendo-me entreabrir mais as pernas. Com calma avança sempre mais para cima, com a ponta dos dedos toca-me, fazendo toda a minha pele arrepiar-se, fazendo-me suspirar, ansiar por mais. Seus dedos não páram, finalmente chegam ao fim das minhas meias, e com um so movimento desapertam a liga que prende a minha meia preta. Abro os olhos e deparo-me com os seus, olhando-me directamente, com um aviso claro, aquilo a que não posso fugir. Suas mãos fazem o caminho inverso ainda com mais calma, explorando-me. Perto do joelho a sua mão passa a sua atenção para a outra perna. De novo me arrepio, sinto a ponta dos seus dedos em mim, ao de leve, arrepiando, fazendo a minha pele reagir, fazendo-me agarrar o braço dele com força, gemendo para dentro. Ao chegar à liga, sinto os seus dedos experimentados a desapertá-la.

Ainda com a mão na minha perna, ele centra os seus carinhos no meu pescoço. Seu nariz percorre minha pele suave até à minha orelha. Depois são os seus lábios que percorrem o mesmo caminho, explorando-me até atingirem o decote bastante generoso que deixa antever meu peito. Suas mãos continuam a acariciar a minha perna, e seus lábios depositam um beijo suave no rego do meu peito. Suspiro, inclinando a minha cabeça para trás fazendo realçar meu peito. Sua mão deixa minha perna e concentra-se em tocar por cima da camisola, os meus mamilos já um pouco erectos. Seus lábios procuram minha face, meu nariz, meu queixo onde depositam mil e um beijos rápidos. Depois são os cantos da minha boca que são beijados, ao de leve, como se de borboletas se tratasse. Sem parar, ele coloca a minha mão num enchumaço muito meu conhecido. Coro como se de uma colegial eu me tratasse e retiro a mão apressada colocando-a na sua perna.

Enquanto os seus lábios percorrem minha pele, dedico-me primeiro a acariciar a sua perna e depois subindo devagar até explorar aqueles abdominais tão meus conhecidos, seu peito forte, e não resisto a enfiar a minha mão gelada dentro da sua camisola fazendo-o arrepiar de puro prazer. Empurro-o devagar para que se encoste no banco e dedico-me com um sorriso nos lábios a explorar a sua pele primeiro com as mãos. Passo com a ponta dos meus dedos pela sua pele quente fazendo-o suspirar de olhos fechados como que pedindo mais. Depois, com a palma da minha mão passo lentamente pelos seus pêlos do peito, macios e ásperos ao mesmo tempo. Seguidamente afasto a sua camisola e meus lábios passam à acção. Começo por beijar a linha das calças com os meus lábios suaves, subindo devagar até atingir os seus mamilos já duros, aos quais não resisto de passar com a ponta da língua, para depois chupar até sentir o seu corpo a vibrar e o ouvir gemer. Concentro toda a minha atenção primeiro num mamilo e depois no outro acabando por os sorver avidamente.

Depois centro a minha atenção um pouco mais para baixo. Com a ponta da minha língua, húmida, desço até que as suas calças entravem o meu percurso. Aí dedico total atenção ao alto bastante pronunciado que surge na minha frente. Com a ponta dos meus dedos afago docemente o centro do seu prazer levando-o a suspirar mais profundamente. Sorrio.

Ele olha para mim como que a pedir algo que já sei. Eu olho-o profundamente como que a resistir a algo que ele sabe que eu não consigo. Suspiro, como que a dizer que a resistência teve fim e antes de deixar de olhar para ele vejo-o a fechar os olhos, a encostar-se mais descontraído no banco antes de ouvir, mais do que sentir, eu a abrir-lhe o fecho das calças. No fim de tão árdua tarefa, toco-o, afago-o quase com referência antes de lhe baixar os boxers, só um pouco até o conseguir abranger com a mão.

Com a ponta da minha língua começo por dar pequenas lambidelas, suaves, até ele gemer como que pedindo mais. Depois chupo-o lentamente, enfiando-o todo na minha boca. Com movimentos suaves sorvo-o, lambo-o, dando-lhe pequenos beijos e enquanto o massajo dedico a minha atenção para outro ponto. Com a mão que ainda tinha livre toco nos seus testículos fazendo-o gemer. Passados uns longos segundos minha boca substitui as mãos, lambendo de alto a baixo, sorvendo aquelas pequenas bolas até as sentir duras. De baixo a cima passo com a minha língua, saboreando aquele sabor único, adocicado, o sabor da sua pele. Quando sinto a respiração dele ficar mais forte e mais acelerada, coloco o seu membro duríssimo dentro da minha boca quente e com pequenos movimentos faço-o vir-se dentro de mim, bebendo toda a sua seiva quente ao mesmo tempo que continuo a chupar, só parando alguns minutos depois... muito depois.

Ao levantar a cabeça vejo o seu olhar de inteira satisfação, e também eu me sinto satisfeita, completa, feliz, como se finalmente tivesse chegado a casa depois de uma grande ausência. Acaricio a sua face e sem uma palavra ele pega-me na mão e leva-a até aos seus lábios secos, beijando-me longamente.

Segundos, minutos depois ele veste-se enquanto me olha com aquele olhar já meu conhecido que dizia: “Ainda agora começou”, fazendo-me arrepiar de pura expectativa. Enquanto me ajeitava, ele saiu do carro, dá a volta e abriu-me a porta. Pegou-me na mão e levou-me em direcção ao elevador.

Quando este chegou, encostou-me à parede do elevador enquanto se dedicava a beijar-me e a mordiscar-me o pescoço fazendo-me gemer. Ao mesmo tempo em que levantava a minha saia e se entretia a explorar as minhas pernas, subindo até à minha pele que as meias deixavam a descoberto. Suavemente faz-me abrir as pernas mais um pouco e coloca uma perna entre elas. A sua mão explora por cima das minhas cuecas. Decididamente afasta o pequeno tecido acetinado que esconde o centro do meu prazer e coloca bem no seu centro a ponta do seu dedo fazendo-me gemer longamente.

De repente ouviu-se o ruído do elevador a chegar ao seu destino. Ajeitei-me o melhor que pude e de mão dada com ele dirigi-me até ao seu apartamento. Mal entrei e antes mesmo de ouvir a porta a fechar senti as suas mão rodeando-me pela cintura, subindo até segurar suave mas firmemente o meu peito ao mesmo tempo que beijava o meu pescoço. Encostada ao seu peito, de braços caídos ao longo do corpo, pendi a minha cabeça para a frente e deixei a sua boca e os seus lábios a explorar a pele do meu pescoço até me virar de frente para ele. Com movimentos seguros começou a despir-me, peça por peça foi deixada ao acaso no chão enquanto eu lhe fazia o mesmo. Devagarinho fomo-nos dirigindo para o seu quarto onde nos esperava a sua cama de ferro enorme onde passámos tantas noites de intenso prazer, e enquanto percorríamos o espaço que nos separava do destino fatal, batíamos neste ou naquele móvel rindo-nos como duas crianças.

A cama continuava igual, e quando me vi de frente para ela já só tinha o sutiã, o cinto de ligas, as respectivas meias e as minúsculas cuecas pretas. Ele estava à minha frente, de meias e boxers, olhando-me com um puto pequeno que recebeu exactamente a prenda que queria no Natal. Frente aqueles olhos castanhos tão sedutores, senti-me mais pequena que o meu já tão reduzido metro e meio e olhei para o metro e quase noventa dele como a pedir desculpa por algo que tinha acabado de fazer.

Ele sorriu-me e olhou-me de cima a baixo antes de se ajoelhar à minha frente e devagar desapertar as minhas meias do cinto de ligas, atirando ambas as coisas para trás de si. Na mesma posição, colocou as suas mãos na minha anca e beijou-me as coxas, a barriga, o estômago, as nádegas antes de se levantar e me retirar o soutien.

Quando ele se dirigia para as minhas reduzidas cuecas, a única coisa que me impedia de estar completamente nua na sua frente, fi-lo parar. Virei-me para ele e comecei a desapertar-lhe as calças, baixando-me para as retirar pelos pés. Depois retirei-lhe uma meia, depois a outra e antes de lhe retirar a última peça de roupa passei os meus lábios pela sua pele, primeiro ao longo das suas pernas, parei um pouco nos joelhos até o sentir tremer, subi mais um pouco até às suas coxas, passei a minha língua molhada pelos seus boxers, mordi-lhe muito suavemente naquele inchaço tipo pedra que agora era a coisa mais predominante mesmo à minha frente. Ao ouvi-lo gemer decidi parar de o atormentar até porque todo o meu corpo pedia o toque da sua pele e tirei-lhe os boxers.

Ainda não me tinha levantado na totalidade e já me sentia agarrada e literalmente atirada para cima da cama onde ele se deitou ao meu lado e me beijou sofregamente enquanto as suas mãos percorriam as minhas pernas, coxas até chegar às minhas cuecas desviando-as para poder passar mais calmamente com os dedos no centro do meu prazer, agora já quase completamente molhado. Ao mesmo tempo que introduzia a sua língua dentro da minha boca, os seus dedos faziam o mesmo percurso dentro de mim, fazendo-me gemer profundamente.

De olhos fechados dediquei-me a sentir as suas mãos e os seus lábios no meu corpo, passando pelo meu peito, estômago, barriga, coxas. Senti-o a desviar as minhas cuecas para sentir depois a sua boca, mais propriamente a sua língua no meu centro, passando suavemente, fazendo-me gemer longamente de puro prazer. Depois sinto as suas mãos a afastar os meus lábios vaginais enquanto que a sua língua entra dentro de mim primeiro o mais devagar possível, mas cada vez com mais cadência até eu me ouvir a gemer alto, quase como se tratasse de um gemido de pura agonia.

Aquela invasão quente da sua língua continua cada vez mais intensamente até eu já não conseguir sequer pensar e somente sentir, sentir a sua língua cada vez mais dentro de mim, movendo-se sem parar. Depois de alguns minutos que mais pareceram horas não resisto mais e venho-me intensamente na sua boca, gritando intensamente ao mesmo tempo que mordia a minha mão e ele sorvia todo o meu líquido quente.

Depois da sua boca é a sua mão que passa à acção, não me deixando sequer descansar, começa a estimular-me novamente enquanto que os seus lábios beijam sofregamente os meus mamilos túrgidos. Sinto os seus dedos a entrarem cada vez mais dentro de mim. De súbito ele levanta-me e vira-me de costas, puxando-me ao seu encontro, de modo a ficar com o rabo virado para si. Encosta-me ao seu peito e entrando e saindo primeiro o mais devagar possível, uma das suas mãos entra de novo dentro de mim cada vez mais profundamente. A sua boca saboreia o meu pescoço dando-me suaves mordidelas e a sua outra mão puxa pelo meu mamilo duro fazendo-me gritar.

Por trás sinto-o a posicionar-se e sinto-o entrar dentro de mim, uma, duas, três vezes, uma outra e mais uma, o mais lentamente que o seu desejo lhe permite. Puxa-me os cabelos e sinto a sua língua entrar de rompante dentro da minha boca fazendo-me gemer.

Quando me vê completamente subjugada a si baixa-me a cabeça, levanta-me o rabo de modo a ficar bem na frente do seu pénis agora duríssimo e molhado pelo meu desejo e devagar, muito devagar faz entrar a pontinha do seu pénis dentro do meu ânus fazendo-me gritar. Sempre muito lentamente fá-lo entrar sempre mais um bocadinho até estar todo lá dentro. Depois com uma cadência cada vez mais rápida sinto-o entrar e sair de dentro de mim enquanto as suas mão seguram firmente as minhas ancas. Ouço-o gemer enquanto que eu grito de intenso prazer ao mesmo tempo que as minhas mãos se agarram fortemente à colcha e aos lençóis que se encontram por debaixo de mim. Sinto as suas unhas cravarem-se na minha pele ao mesmo tempo que o sinto entrar e sair cada vez mais depressa de dentro de mim.

De repente sinto também os seus dedos longos e compridos dentro de mim, entrando e saindo na mesma cadência que o seu membro duro entra e saí de dentro de mim. A sua respiração é cada vez mais intensa, sinto-o gemer longamente. E quando sinto que não vou aguentar nem mais um minuto sinto o seu líquido dentro de mim, quente, fazendo-me vir também mas nas suas mãos.

Exaustos, suados, quentes e molhados deitamo-nos na cama. Sinto os seus braços ao meu redor enquanto que me sinto puxada de encontro ao seu peito. A pouco e pouco recobramos a respiração.

Insaciável, quero mais. As minhas mãos não conseguem estar paradas e brincam com os seus pêlos. A minha boca dá pequenos beijos ao longo do seu peito. Sinto-o gemer. A minha mão afaga o seu pénis suavemente. Levanto-me, coloco uma perna de cada lado do seu peito e dedico-me a explorar aquele peito do qual nunca me canso, primeiro com as mão, depois é a vez dos meus lábios e depois a minha língua húmida entretém-se a brincar com a sua pele, descendo, descendo até ao seu membro que a pouco e pouco recupera a dureza.

Ele ri-se e faz-me deitar de costas. Sem mais nem menos penetra-me fazendo-me gemer rindo-se mais intensamente como que mostrando que não sou só eu que detenho o poder. Ele também me pode fazer perder as estribeiras. Para o provar entretém-se a provocar-me até eu suplicar que pare ou que não pare nunca. Coloca-me uma perna por cima do seu ombro intensificando o ritmo da penetração, ao mesmo tempo que me coloca dois dedos dentro da boca que eu não demoro em morder suavemente, passando com a ponta da língua, chupando avidamente. Instantes depois, coloca a minha outra perna por cima do seu ombro e levanta as minhas coxas até si entrando e saindo de dentro de mim, com um ritmo cada vez mais intenso.

Olho para ele, de olhos fechados, vendo o seu prazer espelhado no rosto e sorrio. De repente ele abre os olhos e faz-me corar. Ele ri-se como que prometendo vingança. Retira as minhas pernas de cima do ombro dele, coloca-se em cima de mim com um braço de cada lado do meu corpo e aprofunda a penetração fazendo-me gemer ainda mais alto. Ele sorri contente.

Sinto o seu membro dentro de mim cada vez mais duro e quente. Sinto-o como se fossemos somente um. Fecho os olhos e concentro-me no ritmo cadenciado existente entre nós que a pouco e pouco se vai intensificando cada vez mais. Ouço-o gemer ao mesmo tempo que eu gemo. Abro os olhos e vejo-o a olhar para mim. Devagar entra e saí de dentro de mim olhando-me sempre profundamente enquanto que eu lhe rodeio as costas com as minhas pernas. Continua este movimento durante alguns segundos e não conseguindo aguentar mais intensifica a penetração com movimentos cada vez mais rápidos.

Sinto-me cada vez mais molhada e a ele cada vez mais duro. Durante uns momentos, que ao mesmo tempo me parecem breves como que longos, esta situação mantém-se até que eu grito: “Não pares, não pares”. Momentos depois atinjo o auge e ele não aguentando mais vem-se dentro de mim ao mesmo tempo que eu.

O seu corpo completamente suado cai por cima de mim, abraçando-me com força antes de cair do meu lado todo suado e exausto, repousando a sua cabeça no meu ombro beijando-o suavemente. Afago os seus cabelos negros e suspiro, ronronando como uma gatinha completamente satisfeita. A última coisa de que me lembro antes de adormecer entre os seus braços é de me sentir cansada, mas feliz, pois finalmente tinha regressado a casa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Festinha no Carnaval

Este ano realizei um sonho antigo. Alinhei na brincadeira com o meu grupo de amigos e mascarei-me. Depois de muito procurar, lá consegui encontrar um hábito de noviça que me caía como se tivesse sido feito para mim. Após o almoço lá fomos todos a caminho de Mafra e dirigimo-nos para o cortejo. Nem a chuva miudinha nos afastou da brincadeira, e entre serpentinas e papelinhos lá fomos brincando ao Entrudo. A meio do cortejo, e do outro lado da rua, reparei em alguém que me observava fixamente. Era um Diabo, de cara pintada de vermelho, uns corninhos na cabeça e todo vestido de vermelho e preto. No total, o que mais chamava a atenção eram os seus olhos de um castanho da cor do chocolate acompanhados por um sorriso cínico que até me arrepiou.

Durante a tarde, para onde eu me virasse lá encontrava aquele Diabinho, com o seu sorriso cínico, como que a provocar-me, sempre um pouco afastado de onde me encontrava com os meus amigos. A última vez que o vi em Mafra, para ser sincera, mais que o senti. Fui rodeada por dois braços e quando me tentei virar, senti uma voz suave ao meu ouvido a dizer: “ Não te vires, sente. Até logo, meu anjo”. Quando tive coragem para me virar já só vi o seu vulto a afastar-se.

Só o voltei a encontrar novamente à noite, na casa de um amigo onde íamos passar a noite. Ele encontrava-se sentado com uma cerveja na mão perto da piscina. Quando me viu levantou-se, veio até mim e pegou-me na mão. Entre puxões e encontrões levou-me até às traseiras da casa, e quando reparei estava num dos quartos dos fundos com aquele Diabinho sexy. Ao nosso redor encontrava-se um sem fim de caixas e acessórios de piscina, mas tudo foi colocado de lado quando fui empurrada de encontro à porta e os seus lábios foram de encontro à minha garganta.

Uma das suas mãos aprisionava a minha sobre a minha cabeça e a outra segurava-me o rosto de encontro ao seu. Ele beijava o meu pescoço, lambia a minha pele, mordiscava-me, saboreava o meu odor. Estávamos tão juntos que eu só sentia o seu corpo duro de encontro a mim, o seu membro, esse sentia-o, estava duro contra a minha barriga. Quando os lábios dele tocaram os meus, foi só nesse momento que ele largou a minha mão e me pegou no rabo levando-me de encontro ao seu membro. Eu agarrei-me aos seus ombros e puxei a sua cabeça mais para perto enquanto as nossas bocas famintas se beijavam, enquanto as nossas línguas se encontravam e brincavam furiosas uma com a outra. Gostei do seu sabor e do sei toque, queria mais.

Ele puxou-me a saia para cima e passou com a sua mão nas minhas pernas até encontrar o meu cinto de ligas. Aí a sua boca deixou a minha e sorriu: “Que mais surpresas tens para mim, meu anjo?”. E eu sorri também. Ele puxou-me de encontro ao seu peito, uma das mãos segurou no meu rabo e outra levantou o meu rosto e a minha boca de encontro à sua. Do nada, ele afasta-se, vira-me de costas e desaperta o fecho do meu vestido. Eu tiro os braços das mangas e ele cai no chão, deixando-me só vestida com a minha lingerie preta composta pelo soutien, cuecas asa delta, meias pretas e cinto de ligas. Ele desaperta o laço da capa e esta cai no chão quando me viro. Dou um passo na sua direcção e passo as minhas mãos pelo seu pescoço, desço pelo peito até chegar às suas calças onde me entretenho a massajar o seu membro bem duro. Volto a subir as mãos pelo seu peito e desabotoo os botões da sua camisa vermelha e com alguma brusquidão tiro-a de dentro das calças. Desamarro o lenço que trás preso à sua cintura, deixo-o juntar-se à capa e foco a minha atenção no fecho das suas calças primeiro com os olhos e depois com as mãos, sentindo a sua dureza e tamanho. Coloco-me de costas de encontro a ele e roço o meu corpo pelo dele, sinto os pêlos do seu peito nas minhas costas e o seu membro no meu rabo.

Ele afasta-me, encosta-me à porta e baixa as calças e os boxeurs ao mesmo tempo, vira-se para mim e a única coisa para a qual consigo é olhar é para o seu órgão grande, firme, volumoso e que se espeta na minha direcção. Ele tira a camisa e baixa-se para tirar as calças que ficaram enroladas à volta dos seus tornozelos, sobe com as mãos as minhas pernas e desaperta os pequenos laços das minhas cuecas, fazendo-as cair no chão juntamente com a sua roupa. Antes de dar conta, ele pega-me ao colo e penetra-me tirando-me o fôlego e fazendo-me dar um pequeno grito. Sinto a porta fria de encontro às minhas costas e sinto a sua pele quente contra a minha, a sua boca na minha e a sua língua húmida a penetrar-me até ao fundo, tal como o seu membro duro dentro de mim. As suas investidas são fortes e secas, fazendo-me gemer entre os seus beijos. A sua boca envolve o meu mamilo fazendo-me mandar a cabeça para trás, enquanto me penetra uma e outra e outra e outra vez, cada vez com mais força e intensidade, cada vez mais fundo, cada vez mais rápido. O meu primeiro orgasmo veio como um tornado, uma tempestade que não se espera, primeiro uma rajada de vento e quando dou conta já me encontrava bem no meio da confusão com tudo a rodar à minha volta, com o meu grito no ar e ele sem parar dentro de mim.

Quando comecei a voltar a mim, senti-o ainda dentro de mim, mas o meu mel descia pelas suas pernas. Olhei para ele, os seus lábios sorriam e a sua boca descia para a minha. Depois de um longo beijo, e sem quebrar o contacto, ele sentou-se comigo ao colo numa das camas de praia lá guardadas. As suas mãos desapertaram e atiraram o meu soutien para cima do monte de roupa no chão. A sua boca voltou a concentrar-se no meu mamilo, primeiro o bico e depois toda a auréola até o chupar devagarinho. Eu também não estava parada e beijava os seus ombros, arranhava ao de leve as suas costas e a pouco e pouco comecei a mexer-me com ele ainda dentro de mim. A principio devagar e depois com uma cadência cada vez mais rápida. Ele voltou a morder o meu pescoço e a beijar-me a garganta enquanto as suas mãos prendiam os meus ombros e faziam-me deitar a cabeça para trás para lhe dar espaço a chupar os meus mamilos enquanto o montava. Ele cada vez chupava com mais ardor o meu peito e lambia a minha pele, e cada vez mais o seu membro se inflamava dentro de mim. Eu ainda muito sensível do primeiro orgasmo, já via ao de longe o segundo quando ele me fez ficar de costas na cama de praia e se deitou em cima de mim. Eu rodeei-o com as minhas pernas, prendi-o dentro de mim enquanto ele me penetrava cada vez com mais força, até o sentir a bater no fundo de mim. A sua boca chupava o meu mamilo e eu segurava com força nos seus ombros enquanto ele me impulsionava para cima e para baixo, e seu membro saia para entrar cada vez mais forte, e mais duro. Quando dei por mim estava a morder os lábios para não gritar enquanto ele me fazia vir a segunda vez. Logo de seguida sinto-o sair de dentro de mim, e espalhar o seu leite na minha barriga ao mesmo tempo em que também ele se vinha intensamente.

Acabámos por descansar um ao lado do outro, naquela cama de praia tão reduzida. Quando o meu coração se acalmou, levantei-me só vestida com o cinto de ligas e procurei no meio daquela roupa toda no chão a minha. Enquanto me vestia, ele entretinha-se a seguir os meus movimentos, sem nunca tirar os olhos do meu corpo. Antes de vestir o hábito que tinha como máscara, dei uma voltinha só para ele olhar bem para o meu corpo, antes de me tapar e voltar a ser a freira que queria ser neste Carnaval. Após me ajeitar abri a porta e fiz-lhe adeus, e voltei para a festa com um sorriso nos lábios.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Conto in ... Casa de Banho

O ar encontra-se embaciado, com vapor por todo o lado. De repente ouve-se o barulho de uma porta que se abre. No fundo da casa de banho saio de dentro da banheira. Olho para o espelho existente à minha frente, na parede, embaciado, mas que dá para vislumbrar algumas partes do meu corpo molhado. Levanto os braços e escorro o meu cabelo. De seguida, com a mão esquerda, tiro a toalha do varão e cubro meu corpo, deixo a toalha cair pingada só tapando minha barriga e meu sexo, deixando ver quase todo o meu corpo.


Dirijo-me para a frente do espelho. Coloco uma perna por cima do banquinho da casa de banho e começo por secar a minha perna esquerda. Depois faço o mesmo com a minha perna direita. Sento-me no banquinho e com a toalha começo por limpar o meu pescoço, depois concentro-me no meu peito, desço até à barriga e entreabro as pernas. Cuidadosamente, limpo-me.

Depois, levanto-me e pego na toalha. Enrolo-a como se fosse cachecol e limpo minhas costas. Ao mesmo tempo, endireito as costas e meu peito, realçando o seu tamanho e textura.

Viro-me de costas para o espelho e com a toalha vou brincando enquanto seco o meu corpo. Primeiro as costas, depois desço pelo rabo, descendo mais até aos pés. Encosto o meu rabo ao espelho, baixo-me e torno a levantar-me. Roço-o pelo espelho. O contacto da minha pele quente com o espelho frio faz-me arrepiar toda. Deixo a toalha de lado. Coloco as minhas mãos no banquinho com o rabo virada para o espelho, num ângulo de 90º, faço movimentos oscilatórios da direita pata a esquerda. Meu peito grande sobressai no todo. Ponho o meu dedo indicador da mão direita na boca, molho-o, lambo-o e lentamente coloco-o no meu sexo e gemo, ao mesmo tempo que atiro minha cabeça para trás. Faço-o entrar e sair devagar, quase que o movimento não se vê, mas tu vês o meu prazer através dos meus olhos, pois eles tudo mostram e deixam transparecer. Depois um pouco mais rápido fazendo-me gemer mais alto. Tiro o dedo do meu sexo e sento-me no banquinho. Abro bem as pernas e coloco-o de novo dentro de mim. Atiro a cabeça bem para trás e com esse movimento abro mais as pernas deixando ver o meu sexo molhado. Tiro o dedo completamente molhado e levo-o até ao meu ânus. Faço-o entrar primeiro um pouco, só a cabeça do dedo, gemo...faço-o entrar um pouco mais e grito...tiro-o de uma vez e digo o teu nome...

Tu entras, mais do que te ver sinto a tua presença, o calor que emana do teu corpo. Oiço um clique, da porta que se fecha e apareces-me por trás. Viras-me para ti, abres-me as pernas e posicionas-te entre elas. Com uma mão tocas-me no queixo e levantas-me o rosto para ti. Com a outra tocas no primeiro botão das tuas calças. Lentamente desaperta-las e deixa-las cair pelas tuas pernas. Fazes o mesmo com os teus boxeurs e o teu sexo fica livre, sem amarras mesmo à frente dos meus olhos.

Pego nele, primeiro com a mão esquerda enquanto que com a direita afago os teus testículos. Depois com ambas as mãos aperto-o ligeiramente e coloco-o na minha boca. Primeiro introduzo a cabeça. Chupo-a devagar, quase com meiguice. Minha língua envolve-a. Depois introduzo mais um pouco, e um pouco mais. De repente sinto o teu membro todo dentro de mim. Com cuidado chupo-o lenta e suavemente. Primeiro pouco e depois todo, entrando e saindo até te ouvir gemer. Pões as tuas mãos na minha cabeça e direcciona-la ao ritmo do teu desejo. Sinto-o cada vez mais duro, cada vez mais quente. A tua respiração é cada vez mais intensa, e o teu gemido cada vez mais forte. Com uma cadência cada vez mais forte chupo-o, minha língua brinca com teu membro. Tiro-o fora da minha boca e seguro-o firmemente. Beijo teus testículos, brinco com teus pelos púbicos...Seguras-me a cabeça e metes de novo o teu membro dentro da minha boca. Faço-o entrar e sair do quente da minha boca. Gemes de novo e dizes com voz rouca: "Não pares! Estou quase a vir-me". E eu não paro. Continuo a chupar-te até te fazer vir dentro de mim. Engulo todo o teu líquido, toda a tua seiva, tudo até à última gota enquanto tu gritas de olhos fechados, de intenso prazer. Acaricio tuas costas, tento acalmar teu ritmo cardíaco, acarinho-te enquanto cais aos meus pés.

Beijo tua testa suavemente, teu olho esquerdo, teu olho direito, teu nariz, a maça do teu rosto direito, depois beijo a maça do teu rosto esquerda, desço até ao teu queixo. Desço mais um pouco até ao teu pescoço, onde dou beijos pequenos, à flor da pele, como se fossem borboletas que pousassem na tua pele. Subo um pouco e dirijo-me à tua orelha esquerda. Lambo-a, chupo-a, brinco com o teu lóbulo com a minha língua. Desço novamente e passo com os meus lábios pelo teu pescoço, pelo teu peito. Com a ponta da língua massajo teus mamilos até os sentir rijos. Brinco com eles, chupo-os até te arrancar novo suspiro. Sigo mais para baixo...

De repente levantas-me e colocas-me sentada no lavatório. Abres minhas pernas e ajoelhas-te entre elas. Com gentileza, quase com meiguice introduzes um dedo no meu sexo. Ele encontra-se molhado para ti, só para ti. Sorris. Introduzes dois dedos e fazes pressão. Brincas até chegares ao "ponto G". Gemo e agarro-me fortemente ao rebordo do lavatório. Tu continuas a fazer entrar e sair os teus dedos de dentro de mim, cada vez mais depressa, parando por vezes, para recomeçar logo de seguida mais depressa. De repente páras. Ajoelhas-te e abres meu sexo com as tuas mãos. Introduzes a tua língua. Primeiro devagar fazes-me vibrar, gemer...Com a tua língua, brincas, chupas, mordes suavemente levando-me a gritar de prazer. Com um ritmo cada vez maior, cada vez mais intenso, mas sempre suave, tua língua desliza pela minha vagina, brinca com os meus lábios vaginais. Introduzes a tua língua dentro de mim...lambes o meu líquido quente enquanto chupas cada vez mais. De repente aperto minhas pernas à volta da tua cabeça, grito e venho-me bem na tua boca. Chupas e lambes até à ultima gota, até eu me encontrar completamente relaxada.

Levantas-te, encostas-te a mim e beijas-me o pescoço, com pequenos beijos. Segues pelo meu peito até chegar aos meus mamilos já rijos. Chupa-los, mordes primeiro um e depois concentras-te no outro até o sentires mais rijo ainda. Beijas-me um pouco mais acima, no colo, no pescoço, na orelha. Com a tua língua brincas com o meu lóbulo até me fazeres gemer de novo. Beijas o meu queixo, a minha face esquerda, a minha fronte, de novo a minha face, o meu nariz. Posicionas-te à minha frente, entre as minhas pernas. Beijas-me na face, na orelha, onde brincas com a língua. Beijas-me no queixo e sobes mais um pouco, até ao meu lábio inferior. Beijas-me na boca.
O beijo fica cada vez mais intenso e quando introduzes a tua língua, introduzes-te também dentro de mim. Gememos ambos, enquanto me seguras pela cintura e eu te finco as unhas nas costas. Sinto-te dentro de mim, quente, duro, imenso, intenso. Mexemo-nos como se fossemos um, com uma intensidade cada vez maior. Olhas-me nos olhos no meio do desejo, seguro-te no rosto, encostamos testa contra testa, num ritmo cada vez mais frenético. Deito minha cabeça para trás e gemo longamente. Tu beijas-me o pescoço, com a língua passas por ele com lentidão, mordes-me primeiro com suavidade e depois com um pouco mais de força quando o nosso ritmo se intensifica. Seguro-te mais perto de mim, beijas-me com mais força, nosso ritmo é cada vez maior. Coloco as minhas pernas ao teu redor para te sentir mais perto, mais dentro de mim. Colocas as tuas mãos no meu rabo para me aproximar mais de ti, para te introduzires mais. Beijamo-nos com sofreguidão. Oiço-te arfar na minha orelha e eu gemo no teu pescoço. De repente, e com um movimento mais brusco introduzes-te ainda mais dentro de mim enquanto nos vimos ao mesmo tempo. Grito de intenso prazer ao mesmo tempo que te finco as unhas nas tuas costas. Tu gemes. Olhas-me nos olhos, colocas a tua testa na minha antes de me beijares nos lábios.

Apresentação

O meu nome é Maria, e este é o meu blog. Este espaço há muito que estava pensado, mas tardei em torná-lo real. Foram muitos os factores que me levaram a adiar este passo, mas como acredito que tudo é feito quando tem de ser feito, creio que chegou o tão esperado dia. Este vai ser o sítio onde vou desabafar, anotar alguns dos meus pensamentos e ideias, histórias e contos. Este vai ser o local onde vou escrever principalmente sobre mim e para mim. Só peço aos poucos que acedam a este blog que tenham a mente aberta, que não tenham ideias pré-concebidas e tenham, acima de tudo, a mente e o espirito aberto. Espero que gostem, pelo menos tanto como eu! Sejam bem vindos!